Defesa de influenciador investigado por deepfake em igrejas diz que vídeos eram “humor”

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Imagem Reprodução: Redes Sociais

A defesa do influenciador Jefferson de Souza, investigado por usar inteligência artificial para criar conteúdos íntimos falsos com imagens de adolescentes ligadas à Congregação Cristã no Brasil, afirma que as publicações ocorreram em um “contexto de humor” e sem intenção de ferir a dignidade das vítimas.

Em nota, o advogado Aguinaldo Ereno declarou que os vídeos tinham caráter de sátira e crítica de costumes, afastando qualquer objetivo de exploração sexual ou produção de material pornográfico. Segundo a defesa, o influenciador também não teria conhecimento da idade das pessoas cujas imagens foram manipuladas com o uso de IA.

O caso, que já vinha gerando forte repercussão, ganhou novos contornos com o posicionamento formal. As investigações apontam que fotos reais teriam sido alteradas digitalmente para criar vídeos com conotação sexual prática conhecida como deepfake. A denúncia inicial partiu de uma adolescente, o que ampliou a gravidade da apuração.

Ainda de acordo com a defesa, Jefferson demonstrou arrependimento e realizou uma retratação pública, pedindo desculpas às jovens, às famílias e à comunidade religiosa envolvida. O advogado também reforçou a necessidade de respeito ao devido processo legal e ao princípio da presunção de inocência, destacando que o caso segue sob análise das autoridades competentes.

“É fundamental evitar julgamentos antecipados que possam comprometer não apenas o investigado, mas também seus familiares”, diz um trecho da nota.

Nas redes sociais, Jefferson acumula cerca de 55 mil seguidores e ficou conhecido por vídeos de imitação do apresentador Silvio Santos, além de conteúdos com temática religiosa. Agora, sua atuação digital passa a ser analisada sob outra perspectiva a dos limites legais e éticos no uso da tecnologia.

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